Paternidade, Parentalidade e Equidade

Embora agosto seja o mês onde comemoramos o dia dos Pais e o tema Paternidade esteja nas “paradas de sucesso” em 2021, podemos ampliar essa perspectiva para a Parentalidade e olhando com bastante atenção e cuidado para a questão da equidade.

Sabemos que a equidade é um campo vasto e cheio de oportunidades e desníveis em várias dimensões, mas vamos nos ater a falar da equidade no campo da Parentalidade dando ênfase para a paternidade.


Segundo dados de 2020 do Instituto Promundo, enquanto os homens dedicam uma média de 11 horas semanais em atividades domésticas “não remuneradas”, as mulheres são responsáveis por 21 horas semanais de afazeres domésticos e cuidados com pessoas, quase o dobro dos homens. Com o advento da Pandemia essa questão ficou ainda mais evidente e certamente temos muita variação dependendo do recorte de geográfico, classe social, idade e escolaridade.


Quando olhamos para a dimensão profissional, não apenas pela licença maternidade que ainda é insuficiente para suprir as necessidades de uma criança, a licença paternidade que praticamente não existe (apenas 5 dias), vemos como há um profundo desnivelamento dessa atenção e responsabilidade social com as crianças e os pais. Essa pauta já é assunto em várias empresas e algumas já estão criando políticas internas e condições para ajustar algumas disparidades.


Para que uma grande mudança aconteça é importante reconhecermos que o mundo que vivemos hoje e daqui por diante poderá se tornar insustentável se não buscarmos a equidade, não só no trabalho, mas também em casa e na sociedade. Como vimos no mês passado com a Economia Colaborativa, além de viável esse é o caminho que muitos negócios já estão praticando e implementando.


Já foi dito por alguém que “Ser Pai” é uma escolha, sim os homens podem escolher e geralmente não se sentem prontos, pois a nossa educação familiar e social ainda não favorece esse processo. Já as mulheres, muitas vezes não têm essa possibilidade de escolha e acabam por assumir mais responsabilidades e encargos na educação, criação e preparação dos filhos para a vida e para o mundo. Podemos começar a promover essa mudança em nossos lares, em nossos círculos de relacionamentos sociais e também onde trabalhamos.


Para que uma parentalidade realmente consciente exista precisamos aprender a ser pais dos nossos filhos, dos filhos dos outros e dos filhos de ninguém.

Seguimos conectados!


Flávio Oliveira

Especialista em Psicologia Transpessoal, Constelações Familiares e Organizacionais, Facilitador de Grupos de Autoconhecimento para Homens e Pais, Multiplicador da Ciência do Início da Vida e das 5 Leis Biológicas e e Professor da Escola Humana de Vida e Negócios.


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