Arte, diversidade e Integralidade

Atualizado: 12 de mai.

Em 4 de Dezembro, visitamos a 34ª Bienal, como mais uma iniciativa que apoiamos aqui na Escola Humana, dentro da nossa programação do mês “Diversidade e Inclusão”, mas que atinge também o próximo conceito trabalhado, o de “Integrar. Foi um encontro muito agradável no Ibirapuera, eu como monitora e mais 40 pessoas, entre alunas colaborando, professoras, ex-alunos e público em geral, desde adolescentes até idosos.

Iniciamos com uma conversa ao ar livre, em que apresentei um roteiro sobre o que iríamos ver e uma síntese por escrito para servirem um pouco de guia na imensidão que a Bienal apresenta. Pontuei os 70 anos que a Bienal comemora, marcando forte esse momento de pandemia com o tema “Faz escuro mas eu canto”, frase do poema de Thiago de Melo, que nos sensibiliza a muitas reflexões frente à Arteterapia e à nossa vida como seres humanos.

Essa Bienal nos chama para muitas diversidades sociais mostradas em experiências pessoais, e nos sensibiliza para perceber tantas dificuldades como resiliências, transformações e recomeços. Olhares diversos, com o foco em comunidades pobres, gêneros diversos, crianças surdas e mudas, negros e índios, natureza...buscando em experiências e atitudes, expressas na arte com força e esperança, como no poema, “amanhã vai chegar, vamos trabalhar pela alegria, amanhã é um novo dia e a cor do mundo vai mudar!!!”

Enunciados funcionam como o diapasão que ajuda a afinar um instrumento musical, ou a começar um canto: um sino que soou em momentos diversos de uma história que se repete, 160 imagens do homem negro que teve nas fotos um ato de liberdade e equalizador para os pobres, dois bordados feitos por outro homem enquanto na prisão, cartas de um pai, enquanto preso, expressando com arte, o amor e a liberdade para seu filho.

Chamada a Bienal da Arte Indígena Contemporânea, rememora saberes com Airton Krenak, Daiara Tukano e Jaider Esbell, que nos impactou com sua morte durante a Bienal, mas reafirmando sua existência em sabedoria, libertação e arte.

Escritos no catálogo declaram que o encontro com a arte e a cultura é fundamental para uma sociedade processar coletivamente seus lutos, ansiedades, medos e traumas e que a Bienal dá espaço para o direito às expressões artísticas e as identidades de sujeitos e grupos sociais.

“Escolhemos esse tema porque queremos olhar para esse escuro, olhar nesse escuro. Porque no escuro também há cantos. Porque as vozes que cantam se ouvem sem luz. Em tempos escuros, quais são os cantos que não podemos seguir sem ouvir, e sem cantar?”


Iraci Saviani


Professora da Escola Humana de Vida e Negócios, Mestre em Artes Visuais, Arteterapeuta, professora em Atelier Terapêutico, História da Arte e Criatividade no curso de Especialização em Arteterapia no Instituto Sedes Sapientiae.

Consultora, pesquisadora e palestrante em Criatividade - desenvolvimento de projetos e do processo criativo para grupos privados, empresas e órgãos públicos.

Responsável pelo nosso projeto “Oficinas de Arte como processo de saúde” dentro das corporações.


Instagram: @iraci_saviani

https://www.facebook.com/iraci.saviani/