• Flávio Oliveira

Saúde mental, bem-estar e redes de apoio

O ano era 2005, eu tinha 37 anos, trabalhava “loucamente” em uma grande empresa de Tecnologia em São Paulo que servia o Mercado financeiro. Naquela época eu era totalmente cético a terapias, psicologia e outros tipos de tratamentos complementares. Para mim a coisa era bem simples e tinha a seguinte lógica: Remédio, Médico, Hospital, Cirurgia, UTI e Morte.

No dia 24 de janeiro às 14h eu estava indo para um cliente e a reunião foi cancelada, liguei para o meu gestor e disse que iria para casa e não voltaria para a empresa. Nessa época eu trabalhava em São Paulo e morava em Campinas, então decidi que não esperaria o horário do meu “fretado” e resolvi chegar mais cedo em casa. Peguei o metrô e antes de chegar na estação Tietê, onde fica a rodoviária, tive uma crise de ansiedade (hoje sei que foi isso).

Foi uma sensação muito ruim, eu tive tontura, taquicardia, comecei a suar, achei que ia desmaiar, que estava tendo um infarto, um AVC, sei lá... foi tão rápido que a única reação coerente que eu tive foi descer do trem (duas estações antes do meu destino) para o caso de precisar ser socorrido de emergência.

Após me recuperar e tomar coragem para entrar em outro trem, consegui embarcar e chegar em casa, mas aquilo ainda estava “ecoando” em mim.

Para encurtar a história, depois daquele dia passei por uma terapeuta holística que me receitou um floral (bendito floral) e aceitei fazer psicoterapia, afinal eu tinha uma filha de 10 anos, uma família e não tinha planos de fazer o “checkout” do planeta Terra tão jovem.

Aquele foi um marco na minha vida e posso garantir que só estou vivo e saudável hoje pela decisão que tomei naquele dia e alguns anos depois.

Uma delas foi aceitar ajuda, depois foi buscar fazer o que tinha sentido na minha vida e também perceber que não era um “super-herói”, imortal, indestrutível e que não precisava “salvar o mundo”.

Muitas vezes, por medo de sermos julgados, comparados ou até desqualificados relutamos em pedir ajuda, seja de um amigo, familiar ou até mesmo de um terapeuta ou psicólogo e colocamos em risco nossa saúde mental, bem estar e até nossa vida.

Hoje vejo crescer o número de iniciativas, não só nas empresas, mas também de forma independente que oferecem redes de apoio individuais e em grupo com um resultado comprovadamente positivo.

Essas redes de apoio funcionam como um espaço seguro, empático, de confiança e sem julgamento, onde é possível trazer questões pessoais, profissionais, sociais e até familiares, que ficariam guardadas em um lugar bem protegido até que acontecesse o que aconteceu comigo em 2005 ou até algo pior.

Portanto, se você acredita de sua saúde mental e seu bem-estar podem se beneficiar de uma estrutura como essa, eu recomendo fortemente. Se precisar de ajuda para encontrar ou quiser criar uma em sua empresa, fale conosco, a Escola Humana nasceu também para isso.

Seguimos conectados!


Flávio Oliveira


Especialista em Psicologia Transpessoal, Constelações Familiares e Organizacionais, Facilitador de Grupos de Autoconhecimento para Homens e Pais, Multiplicador da Ciência do Início da Vida e das 5 Leis Biológicas e e Professor da Escola Humana de Vida e Negócios.


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