• Gabriela Evangelista

Por mais organizações positivas

Atualizado: Ago 23

Se estamos vivendo uma nova economia, um novo cenário se desenha na nossa frente e nos deixa inseridos numa realidade que exige um novo olhar, um novo posicionamento e um novo agir tanto de indivíduos como das organizações.


Nesse novo cenário, além de humanizar processos, as empresas precisam fortalecer pessoas e criar ambientes seguros e saudáveis para trabalhar e se desenvolver. As relações e vínculos no ambiente corporativo nem sempre são harmoniosas e o conflito aparece com uma frequência maior do que a desejada, prejudicando a saúde dos envolvidos e a produtividade do negócio. Essa realidade é fruto de um modelo de gestão que prioriza o comando, a competição, o controle e a obediência como sinal de respeito, mas que consideramos um modelo ultrapassado, que já não serve para fazer frente aos desafios dessa nova economia.


O tema da nossa programação especial do mês de agosto foi “Parentalidade Consciente” e trouxemos como destaque, a Disciplina Positiva. Esta abordagem, criada nos anos 20, pelos psicólogos Alfred Adler e Rudolf Dreikurs e depois amplamente difundida pela psicóloga e educadora Jane Nelsen a partir dos anos 80, é baseada na conexão com o outro, na criação de vínculos de respeito mútuo, na priorização da comunicação empática, na eliminação de qualquer disputa de poder, permissividade ou excesso de controle.


Num primeiro momento, a Disciplina Positiva foca na educação de nossos filhos e ajuda à escola e os professores na formação dos alunos. Mas o legado dessa técnica é maravilhoso quando aplicado no ambiente de trabalho num momento em que devemos repensar a maneira como as organizações se comportam, como elas se posicionam e qual é a qualidade dos vínculos que estabelecem com seus colaboradores.


Gabriela Evangelista


Publicitária, especialista em Cultura e Desenvolvimento Organizacional, Diretora e Designer Instrucional na Escola Humana de Vida e Negócios.